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Reconstrução Mamária

Reconstrução mamária

 

Em muitos casos, a luta contra o câncer de mama pode acabar em uma situação delicada e difícil para todas as mulheres: a mastectomia. A cirurgia se resume na retirada total ou parcial das mamas e, apesar de ser muito agressiva, é necessária no combate à doença. Além da questão estética, o procedimento também traz sequelas psicológicas e se configura em um momento instável na vida da mulher. É nessa fase que o apoio da família se torna indispensável e informar-se sobre os desdobramentos da cirurgia é um passo fundamental.

Atualmente, com a evolução da tecnologia e dos avanços cirúrgicos as pacientes podem optar pela reconstrução mamária, procedimento que vem apresentando resultados cada vez mais satisfatórios, ajudando mulheres a reconstruir suas vidas após o câncer. Entretanto, o número de mulheres que passam por mastectomia e acabam sem a reconstrução do seio ainda é alto. Isso ocorre por diversas razões; uma delas, por exemplo, é que muitas pacientes acreditam que a cirurgia pode aumentar as chances de retorno da doença, o que, para os médicos, configura na total falta de informação. Além disso, ainda há indivíduos que encaram a reconstrução como cirurgia estética ou desnecessária, ignorando os efeitos que esta terá na recuperação psicológica dessas mulheres. Por fim, entra a questão financeira. Nem todas as pacientes possuem recursos disponíveis para fazer uma cirurgia particular e, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), existe uma fila tão grande de mulheres com câncer de mama que a prioridade acaba não sendo a reconstrução.

O ideal, segundo os médicos, seria que as pacientes procurassem um cirurgião plástico antes mesmo de fazer a mastectomia para entender mais sobre a reconstrução mamária. Desta forma, elas teriam acesso às diversas técnicas que levam em consideração o tamanho das mamas, a quantidade de pele retirada, a quantidade de tecido adiposo abdominal, a presença de cicatrizes prévias e as preferências da paciente.

Existe uma lei federal, vigorando desde 1999, que garante à mulher a reconstrução mamária após a mastectomia. Contudo, como não há especificação sobre quando o procedimento deve ser feito, podendo ocorrer imediatamente ou depois de 10 anos. Segundo especialistas, em casos de pacientes diabéticas, hipertensas ou com outra doença associada, não é aconselhável fazer o procedimento de forma imediata, mas em casos clínicos estabilizados não há problema. Caso seja possível executar a reconstrução logo após a retirada das mamas, hoje existem silicones anatômicos, diferentes dos usados em próteses puramente estéticas, que foram desenvolvidos para fazer com que a mulher entre e saia do centro cirúrgico da mesma forma. Assim, evita-se o impacto da paciente no pós-operatório.

 

Editora médica: Dra. Anna Gabriela Fuks (615039RJ)
Jornalista responsável: Roberto Maggessi (31.250 RJ)

 

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